terça-feira, 7 de agosto de 2012

Governo quer conter gastos com servidor



A proposta orçamentária para 2013 será elaborada com a perspectiva de queda do gasto com funcionários públicos federais em relação ao PIB. Essa é a principal limitação para o reajuste salarial dos servidores. Neste ano, estima-se que a despesa da União com pessoal e encargos sociais ficará em R$ 187,6 bilhões, 4,2% do PIB. Se esse percentual fosse mantido, o governo teria margem de R$ 18 bilhões para novos gastos com a folha de salários, o que permitiria um reajuste salarial mais generoso (estimativa com base em crescimento de 4% para o PIB em 2013). Mas as desonerações tributárias não permitem a manutenção desse nível. O governo quer reduzi-lo - se cair para 4,1% do PIB, haverá espaço para R$ 5 bilhões em outros gastos

A proposta orçamentária para 2013 será elaborada com a perspectiva de queda, como proporção do Produto Interno Bruto (PIB), do gasto com o pagamento de salário do funcionalismo federal, de acordo com fontes do governo. Essa é a principal limitação da proposta governamental para o reajuste salarial dos servidores no próximo ano.
Neste ano, a despesa da União com pessoal e encargos sociais ficará em 4,2% do PIB. Se ela fosse mantida no mesmo nível, o governo teria uma margem de cerca de R$ 18 bilhões para acomodar novos gastos com os servidores, o que permitiria uma proposta mais generosa de reajuste salarial para os servidores. Essa estimativa foi feita com base na previsão, feita pelo mercado, de crescimento de 4% para a economia em 2013.
Mas o pacote de estímulo aos investimentos que está sendo montado pelo governo, que prevê desonerações tributárias e a transferência parcial dos encargos da conta da energia elétrica para o Tesouro, não permite um gasto adicional com o funcionalismo nesse montante, segundo os mesmos informantes.
A presidente Dilma Rousseff já decidiu que vai corrigir as distorções salariais de algumas categorias de servidores, como a dos professores universitários e dos militares, e estuda conceder um aumento linear para os demais servidores, mas a conta final terá que ser compatível com a orientação de manter esse gasto declinante em proporção do PIB. Dilma já orientou a equipe econômica a concentrar recursos nos estímulos aos investimentos da iniciativa privada, pois considera que esse é o caminho para a retomada do crescimento no próximo ano.
A dimensão atual da despesa com a folha de pessoal do funcionalismo público federal dificulta a definição de uma proposta salarial para os servidores. A previsão dessa despesa para este ano é de R$ 187,6 bilhões. Nesse total está incluído o gasto com o pagamento de sentenças judiciais, no valor de cerca de R$ 5,5 bilhões, mas não considera a contribuição patronal da União para o regime próprio de previdência dos servidores, pois essa é uma despesa meramente contábil.
Os servidores em greve querem um aumento para todos de 22%, o que inclui também os inativos e pensionistas, é bom lembrar. Se o governo aceitasse essa proposta, teria que desembolsar algo próximo de R$ 40 bilhões a mais com o pagamento de pessoal no próximo ano. Mesmo um reajuste linear de 10%, que é inferior à inflação acumulada do ano passado e deste ano, custaria quase R$ 20 bilhões.
A despesa da União com pessoal ativo e inativo vem caindo ao longo dos últimos dez anos, em comparação com o PIB. Em 2002, ela foi equivalente a 4,8% do PIB. Nos anos seguintes, o gasto caiu para 4,3% do PIB e voltou a crescer para 4,7% em 2009, em função das reformulações de planos de carreiras e salários feitas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da recessão econômica do Brasil daquele ano, que reduziu o valor do PIB, que é o termo de comparação.
A despesa com pessoal voltou para 4,4% do PIB em 2010, o que é explicado, em grande parte, pelo fato de que, naquele ano, a economia cresceu 7,5%, ou seja, aumentou muito o termo de comparação com o gasto salarial. Em 2011, a despesa com pessoal voltou a cair para 4,3% do PIB. No ano passado, Dilma ainda pagou uma parcela expressiva das despesas das reformações feitas por Lula.
Se o gasto da União com pessoal cair para 4,1% do PIB em 2013, o governo ainda teria algo como R$ 13 bilhões para ampliar os pagamentos de salários dos servidores federais ativos e inativos. O governo poderá também parcelar os aumentos para algumas categorias, de forma a diluir o impacto da medida ao longo dos próximos anos, como fez o ex-presidente Lula.
Gasto com salário de servidor em relação ao PIB terá queda em 2013
Autor(es): Por Ribamar Oliveira | De Brasília
Valor Econômico - 06/08/2012

domingo, 5 de agosto de 2012

Paralisação dos delegados da Polícia Federal



Os delegados da Polícia Federal em todo o Brasil vão cruzar os braços no próximo dia 8 de agosto. De acordo com a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) a paralisação alcancará toda a categoria, a qual está insatisfeita com o descaso do Governo com as reivindicações pleiteadas. O movimento será feito em conjunto com as demais carreiras típicas de Estado.
 
De acordo com o presidente da ADPF, Marcos Leôncio Sousa Ribeiro,“os delegados cansaram de esperar por uma negociação que se arrasta há anos sem nenhum avanço”. 
 
Em Brasília, será feito um ato público em frente ao Ministério do Planejamento, a partir das 14h30. Em todo o Brasil, os delegados participarão de mobilizações locais, em conjunto com as demais carreiras típicas de Estado.
 
Os delegados também estão solidários com o pleito de recomposição das perdas inflacionárias das demais carreiras da Polícia Federal, uma vez que a defasagem salarial é generalizada na instituição. 

Após o dia 8 de agosto, caso o Governo não sinalize com nenhuma proposta, a categoria está disposta a intensificar o movimento com paralisações crescentes de 48 horas, 72 horas e, por último, greve geral por tempo indeterminado, ampliando os movimentos reivindicatórios dos servidores policiais e administrativos da Polícia Federal.
Ouça as campanhas que serão veiculadas nas emissoras de rádio na próxima semana:
 
Leia mais:
 
Fonte: ADPF

"Ensinando o padre-nosso ao vigário"

EM ALFENAS: PROMOTORES FAZEM CARTILHA PARA "ENSINAR" DELEGADOS COMO PROMOVER INQUERITOS POLICIAIS

Erros em investigações

MP de Minas envia recomendações à Polícia Civil

O Ministério Público Estadual em Alfenas (MG) expediu uma série de recomendações à Polícia Civil para evitar erros em investigações policiais. As cartilhas ressaltam a importância da fase do inquérito e da colheita de provas para a instauração da ação penal. Segundo o MP de Minas, há muitos erros na fase de apuração policial que comprometem, posteriormente, o processo criminal.

De acordo com os promotores Eliane Fernandes do Lago Corrêa e Frederico Carvalho de Araújo, não se pode usar o argumento da falta de recursos ou de servidores. A administração pública deve sempre ser eficiente nos serviços prestados, dizem.

Entre as recomendações, destacam-se a necessidade de se promover a oitiva de todos os envolvidos nos delitos em apuração; a instrução do inquérito policial com certidão de antecedentes das delegacias locais e da Rede Infoseg (Rede de Integração Nacional de Informações de Segurança Pública, Justiça e Fiscalização); a identificação civil do investigado; a comunicação de todo indiciamento à Secretaria de Segurança Pública do Estado, a fim de inseri-lo em seus cadastros e no sistema Infoseg; inclusão, sempre que possível, nos termos de oitiva, dos dados completos da pessoa ouvida; a juntada aos autos de documento de identificação civil ou certidões de nascimento ou casamento das vítimas maiores de 60 anos ou crianças e adolescentes; encaminhamento das vítimas de crimes sexuais ao Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) ou ao Centro da Referência Especialidade em Serviço Social (Cress). As informações são da Assessoria de Imprensa do MP-MG.
noticiasdapc

Julgamento da história? a meu ver tudo não passa de um circo (sem ofensas a nobre arte circense!)

Ministros apontam fragilidade na acusação do mensalão


A contundência da sustentação oral do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que incluiu pedidos de prisão de 36 dos 38 réus do processo do mensalão, não livrou seu trabalho de críticas reservadas de ministros do Supremo Tribunal Federal e de autoridades que acompanharam as investigações do escândalo.

O potencial beneficiário de alegadas falhas no trabalho do Ministério Público Federal é o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, apontado como "mentor intelectual" do que Gurgel chamou de "mais atrevido caso de corrupção e desvio de recursos no Brasil com o objetivo de comprar parlamentares".
A corte está dividida. Alguns ministros do Supremo usarão o que consideram fragilidades da acusação para votar pela absolvição dos principais réus do processo, que começou a ser julgado na quinta-feira. Outros magistrados, mesmo com reprovações à peça acusatória, mostram-se dispostos a condenar os protagonistas do escândalo que abalou o governo Luiz Inácio Lula da Silva em 2005.
Denúncia
"É uma denúncia para a galera", disse uma autoridade que acompanha o caso desde o início. Segundo ela, o erro da acusação foi não ter imputado a Dirceu o crime de lavagem de dinheiro - o ex-ministro responde por corrupção ativa e formação de quadrilha. No início, acrescentou, acreditava-se que tinha sido "bobeada" do Ministério Público Federal, do então procurador-geral Antonio Fernando de Souza, autor da denúncia.
Além de Dirceu, na avaliação de especialistas, deveriam ser denunciados formalmente por lavagem de dinheiro o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares - ambos assinaram empréstimos com o Banco Rural que o Ministério Público afirma serem de fachada, feitos para não serem pagos e o dinheiro, usado no pagamento de compra de votos no Congresso.
"Os que tinham o domínio financeiro do esquema ficaram de fora da lavagem de dinheiro. Formação de quadrilha, apesar de apelo midiático, não leva a nada", disse outra autoridade que acompanha de perto o processo.
Assim como Dirceu, também Genoino e Delúbio respondem por formação de quadrilha e corrupção ativa. Ambos ficaram de fora do enquadramento por lavagem de dinheiro, atribuído aos deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e Pedro Henry (PP-MT) e ao ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 4 de agosto de 2012

Promotor é condenado por estupro de duas crianças

Justiça do Ceará condena promotor por estupro de duas crianças


COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O Tribunal de Justiça do Ceará condenou a 17 anos e seis meses de prisão o promotor de Justiça Ricardo Maia de Oliveira, acusado pelo crime de estupro de vulnerável. A decisão é inédita no Estado e foi decidida por 16 desembargadores. Houve um voto contra e 14 a favor da condenação --um magistrado se declarou impedido e não votou.
De acordo com denúncia da Procuradoria de Justiça no Estado, em 2005 Oliveira estuprou duas crianças, que, à época, tinham oito e nove anos de idade.
Oliveira vai recorrer da decisão em liberdade. Ele continuará no cargo, que ocupa desde 1984.
Somente após a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) será julgada a ação civil pública que pede a exoneração do promotor. O Conselho Superior do Ministério Público no Ceará informou que só vai se posicionar sobre o processo de exoneração do promotor depois de julgado o recurso.
A denúncia chegou à Procuradoria no Estado por meio do Conselho Tutelar. Duas crianças relataram ter sido amarradas e abusadas sexualmente pelo promotor, então diretor do Decon (Programa Estadual de Defesa do Consumidor do Estado do Ceará).
O crime ocorreu no dia 23 de outubro daquele ano, em um dos quartos do sítio de Oliveira, no município de Guaramiranga (a 104 quilômetros de Fortaleza). O promotor chegou a ficar preso por cinco dias, em 2006. "No procedimento administrativo e inquérito judicial instaurados ficou indicado uma possível existência do crime", disse o procurador de Justiça José Wilson Sales, que acompanha o caso.
O advogado que defende o promotor, Francisco Clayton Marinho, contesta. Ele aponta contradições no depoimento das duas crianças que ofereceram a denúncia. "Os depoimentos são divergentes quanto ao horário em que chegaram e saíram do sítio, de quem teria sido amarrada e como. As contradições são inacreditáveis", disse. (VALMAR HUPSEL FILHO)

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

TJSP: tatuagem em adolescente configura lesão corporal gravíssima

TJSP: tatuagem em adolescente configura lesão corporal gravíssima

Disponível em: http://www.google.com.br/imgres?start=102&hl=pt-BR&biw=1280&bih=899&tbm=isch&tbnid=UYmd13O4k_MtFM:&imgrefurl=http://www.galeramix.com.br/noticias/detalhe/tatuagem-so-com-autorizacao-dos-pais&docid=8CQ0ULgnnfngqM&imgurl=http://www.galeramix.com.br/imgs/p/500-333-80/conteudo/noticias/1328/tatuagem.jpg&w=500&h=333&ei=9ysZUM6EK4mN6QHlu4DQBA&zoom=1&iact=hc&vpx=547&vpy=338&dur=2028&hovh=183&hovw=275&tx=160&ty=106&sig=102731371444016520150&page=5&tbnh=158&tbnw=211&ndsp=25&ved=1t:429,r:17,s:102,i:147
Conforme o entendimento da 9ª Câmara de Direito Criminal do TJ/SP tatuagem realizada em adolescente sem prévia autorização dos responsáveis configura lesão corporal de natureza gravíssima (art. 129, § 2º, IV, do Código Penal). Segundo o relator, desembargador Sergio Coelho, “a tatuagem constitui forma de lesão corporal, de natureza deformante e permanente. Menores são incapazes juridicamente para consentir no próprio lesionamento, donde absolutamente ineficaz sua manifestação, à revelia dos pais”.
A decisão foi proferida em processo penal envolvendo o namorado da vítima e o tatuador. Conforme restou apurado o namorado da vítima à época dos fatos, imaginando que a adolescente o traía, resolveu se vingar, induzindo-a a fazer uma tatuagem, pois do contrário ele romperia o relacionamento. Depois de muito insistir, levou-a à residência do outro acusado, que era servente de pedreiro, mas nas horas vagas se dedicava a fazer tatuagens, ainda que não tivesse nenhuma formação na área ou os equipamentos adequados. Assim, mesmo sendo a vítima menor de dezoito anos e sem a autorização de seus representantes legais, o pedreiro desenhou uma tatuagem no corpo da adolescente, causando-lhe deformidade permanente.
Os acusados alegavam atipicidade de conduta, uma vez que não há previsão legal acerca da necessidade de autorização para a realização de uma tatuagem em pessoa menor de idade, bem como erro de tipo. No entanto, o Juiz de Primeira Instância e o TJ/SP assim não entenderam.
Fonte:
BRASIL. TJSP | Notícias.  Dois são condenados por tatuagem em adolescente. Disponível http://migre.me/a7zKY. Acesso em 01 de ago. 2012.

Delegado Federal é investigado no MA

Maranhão / Caso Décio Sá

Sem falar com a imprensa, policial federal presta depoimento sobre morte de Décio Sá

Delegado Pedro Meireles chegou para depor acompanhado do corregedor da Polícia Federal.
Imirante.com, com informações da Mirante AM

Foto: Leandro Santos/O Estado
SÃO LUÍS - O delegado Pedro Meireles presta depoimento neste momento, no prédio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), a comissão de delegados responsável pela investigação do assassinato do jornalista e blogueiro Décio Sá, ocorrido no dia 23 de abril em um bar na avenida Litorânea.
O repórter Domingos Ribeiro, da rádio Mirante AM, informou que o delegado chegou acompanhado do corregedor da Polícia Federal, Alexandre Macedo da Silva, mas não falou com a imprensa.
No dia 26 de julho, a PF divulgou uma nota sobre o possível envolvimento de um Policial Federal na morte do jornalista Décio Sá e em crime de agiotagem.
Na nota, a PF garantiu que foi instaurada sindicância para investigar os fatos e ressaltou que só se manifestará após a conclusão das apurações
Em conversa com o repórter Domingos Ribeiro, o promotor de Justiça, Agamenon Batista de Almeida Júnior, disse que o depoimento do delegado Pedro Meireles servirá para o concluir o inquérito sobre o caso Décio Sá.
Leandro Santos/O Estado
Depoimento
O delegado Pedro Meireles foi citado em depoimento prestado pelo empresário Gláucio Alencar, suspeito de ser o mandante do assassinato do jornalista Décio Sá. O depoimento vazou no dia 29 de junho em um blog. Confira abaixo o trecho que cita Pedro Meireles:
Divulgação

Ministério Público. A “luta” contra a fome.


Ministério Público. A “luta” contra a fome.
Os Promotores de Justiça do Paraná são de fato fantásticos. Verdadeiros fiscais da lei. A UNESCO deve em breve solicitar uma cópia da resolução n.º 2.092, que estabelece o valor de R$630,00 por mês de auxílio alimentação aos membros do Ministério Público, retroativos ao ano de 2004. Esta resolução representa o maior avanço mundial no combate a fome em todos os tempos. A justificativa jurídica é fenomenal, pois afirma: “considerando em suma, que o direito ao auxilio alimentação deriva diretamente do texto constitucional e, por fim, considerando a existência de previsão e adequação orçamentária do Ministério Público... fica instituído o auxílio alimentação... retroativo a 19 de maio de 2004, com incidência de juros e correção monetária”. Simples assim. Os impostos de cidadãos que literalmente “passam fome” para quitar seus tributos,são utilizados pelo Ministério Público como se os cofres do Estado fossem “sacos” sem fundo. Sempre existirá dotação orçamentária no MP, mas espera-seque o dinheiro seja investido pelos fiscais da lei de forma criteriosa, justa em oralmente aceitável. Como militante de Direitos Humanos, fico extremamente envergonhado por não ter percebido que esta “nobre classe”, que recebe apenas R$24.000,00 por mês, estava passando fome desde 19 de maio de 2004. A imprensa noticiou o auxílio alimentação e tudo se calou. Concordo com o pagamento do auxílio alimentação para todo trabalhador. Nossos sofridos Professores, Investigadores e Escrivães de Polícia e, ainda os Policiais Militares, deveriam ter direito a receber este valor, mas nunca retroativo ao ano de 2004. Isto é uma vergonha, uma verdadeira afronta ao trabalhador que realiza um esforço descomunal para cumprir com suas obrigações tributárias. Este, dentre vários outros, é mais um péssimo exemplo dado pelos fiscais da lei, que vivem em um outro mundo, um outro Brasil, em que a palavra crise não existe sequer no dicionário. Caso o Prefeito de uma pequena cidade resolvesse conceder tal benefício aos seus desvalidos servidores, seria investigado, responderia a diversos processos por improbidade, seria “caçado” pelos “Fiscais da Lei”, e por fim, seriam “cassados”. Mas Promotores de Justiça representam hoje uma “casta de intocáveis”. Falam tanto em combater à corrupção alheia que se esquecem de fiscalizar os próprios atos. Adotam a máxima de que “o fiscal tudo pode”. Não diferenciam independência financeira e farra com dinheiro público. Os médicos alertam que a falta de alguns nutrientes podem prejudicar o raciocínio. No caso dos Promotores, cujo período de fome dura já oito anos, a situação pode ser irreversível, o que não permite que consigam compreender a dura realidade dos trabalhadores deste imenso Brasil. Como medida urgente, as “quentinhas” servidas aos presos, poderia também ser encaminhada aos Membros do MP, pois a refeição é balanceada e feita por nutricionistas. A título de colaboração, a partir de hoje em minhas palestras sobre ética, liderança e Direitos Humanos, pedirei aos ouvintes que doem alimentos para combater a “fome” do Ministério Público. Há um temor reverencial de grande parte da sociedade que se cala diante destes abusos, mas caso a sociedade continue se omitindo, em breve, havendo dotação orçamentária, instituirão o “auxílio-vinho”. Isto é grave, pois segundo me informou um sommelier, o preço de uma garrafa de Bourgogne safra 99, que nunca vi, gira em torno de R$40.000,00. Imagine isso retroativo a 19 de maio de 2004, com juros e correção monetária. Por uma questão de urgência e solidariedade estou organizando a campanha “ Mate a fome do fiscal da lei”. Seja solidário, doe um quilo de alimento não perecível. Aguarde. Em breve indicarei os locais de arrecadação. No regime democrático nenhuma Instituição tem o direito de se julgar acima da lei.  

Cláudio Marques Rolin e  Silva
Delegado de Polícia
Coordenador Geral de Ação da Comissão de Direitos Humanos “Irmãos Naves”.

Punição ou férias?

Justiça?

Férias (desembargador é aposentado por venda de decisões)






O Conselho Nacional de Justiça decidiu, nesta segunda-feira (30/7) aposentar compulsoriamente o desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região Edgard Antônio Lippmann Júnior, por participação em esquema de venda de decisões judiciais.

Segundo o processo, o desembargador conceceu liminar em novembro de 2003 para possibilitar a reabertura e manutenção de uma casa de bingo em Curitiba da empresa Monte Carlo, em troca de vantagens financeiras.

Com a decisão, o desembargador, que já havia sido afastado de suas funções pelo CNJ em 2009, recebeu a penalidade máxima em âmbito administrativo e receberá proventos proporcionais ao tempo de serviço.

Por unanimidade, o Plenário acompanhou o voto do relator do Processo Administrativo Disciplinar, conselheiro Bruno Dantas. Para ele, a atitude do desembargador foi incompatível com os deveres da magistratura previstos no Código de Ética e na Lei Orgânica da Magistratura. “Restou demonstrado que ele, utilizando de sua elevada condição funcional, praticou atos incompatíveis com a honra e o decoro inerentes ao exercício da magistratura”, destacou o conselheiro.

Provas coletadas pelo CNJ apontam que, no período em que foi relator da ação que resultou na liminar, Lippmann recebeu em suas contas depósitos semanais, além de realizar “frenéticas transações financeiras e imobiliárias”, incompatíveis com seu rendimento, conforme salientou o relator do PAD.

Segundo consta nos autos, de 2000 para 2004, os rendimentos do desembargador apresentaram um incremento de 10%. Já as movimentações financeiras por ele praticadas em 2004 —ano em que a liminar liberando o funcionamento do bingo permaneceu vigente — foram 2.000% superiores às de 2000, passando de R$ 60 mil para mais de R$ 1 milhão.

Aindasegundo os autos, Durante o período, Lippmann comprou diversos imóveis em nome dos filhos, da ex-esposa e da companheira — aquisições incompatíveis tanto com sua renda, como a de seus familiares — na tentativa de ludibriar os órgãos fiscalizadores, como a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

“Ele se utilizava de parentes como laranjas para ocultar a aquisição de bens obtidos de forma ilícita”, afirmou Bruno Dantas em seu voto. Na interpretação do conselheiro, os depósitos semanais e em pequenas quantias feitos na conta do desembargador (de R$ 1.000 a R$ 6.000), igualmente tinham o intuito de escapar da fiscalização.

Além de aplicar a penalidade ao juiz, por proposição do relator, o Plenário decidiu encaminhar o processo do PAD ao Ministério Público Federal e à Advocacia Geral da União. Bruno Dantas propôs ainda a remessa do processo ao Conselho Nacional do Ministério Público e ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, diante da suspeita de participação de procuradores e advogados no esquema de venda de decisões judiciais.

Na esfera penal, o caso está sendo apurado no Inquérito 583, que está em tramitação no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.

Processo Administrativo Disciplinar 0001852-74.2009.2.00.0000
Fonte: Conjur

ISSO PODE DAR MERDA: TJPE autoriza força da PM contra Polícia Civil em greve

noticiasdapc


POSTADO ÀS 18:50 EM 31 DE Julho DE 2012
 
O desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) Silvio de Arruda Beltrão solicitou, nesta terça-feira (31), ao comandante da Polícia Militar que disponibilize a força policial que se fizer necessária para impedir a realização do movimento paredista anunciado pela Polícia Civil para às 14 horas desta quarta-feira (1º de agosto).

Pelo que estava previsto, antes da decisão judicial, o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) deveria fazer concentração na frente do Instituto de Criminalística, na Rua Odorico Mendes, de lá saindo em passeata até a sede do Governo do Estado, que funciona, excepcionalmente, no Centro de Convenções.
 
O desembargador, que já havia julgado a greve ilegal, decidiu agora suspender o movimento paredista nos autos da ação ordinária de obrigação de fazer com pedido de declaração incidental de ilegalidade e abusividade de movimento grevista, proposta pelo Governo do Estado.

domingo, 29 de julho de 2012

POLÍCIA MILITAR: Treinamento bélico, violência sistemática


No final de maio, o Conselho de Direitos Humanos da ONU sugeriu a extinção da Polícia Militar no Brasil. Com isso, um tema emerge: é possível garantir a segurança da população sem o recurso à violência militar? Entendemos que sim.
No entanto, para que isso aconteça é preciso desnaturalizar o discurso populista de direita a respeito das "classes perigosas" que credita a violência à população pobre das cidades.
Antes de tudo, devemos reconhecer que a violência urbana é uma questão de ordem socioeconômica. Exatamente por isso, para combatermos a criminalidade a contento é necessário uma abordagem que priorize o desenvolvimento de políticas sociais capazes de enfrentar a pobreza e a degradação social.
Mas, como vimos recentemente no Pinheirinho, na cracolândia ou na USP, o Estado brasileiro sustenta há décadas uma política de militarização dos conflitos sociais.
As razões para isso deitam raízes profundas em nossa história recente: o modelo policial brasileiro foi estruturado durante a ditadura militar se apoiando na ideologia da segurança nacional.
O núcleo racional dessa doutrina, vale lembrar, afirmava que o principal inimigo do Estado encontrava-se no interior das fronteiras brasileiras. Rapidamente, o inimigo interno se confundiu com a própria população pobre do país.
O decreto-lei 667, de 2 de julho de 1969, atribuiu ao Ministério do Exército o controle e a coordenação das polícias militares por intermédio do Estado-Maior do Exército. O comando geral das polícias militares passou a ser exercido por oficiais superiores do Exército subordinados, hierárquica e operacionalmente, ao Estado-Maior do Exército.
Os policiais militares se submeteram então a uma Justiça especial, muito rigorosa quando se trata de infrações disciplinares, mas absolutamente condescendente com os crimes contra a população.
A despeito da redemocratização da década de 1980, a estrutura policial continuou a mesma, ou seja, prioritariamente orientada para a defesa daqueles interesses classistas que deram origem à ditadura.
Na verdade, uma polícia criada para o enfrentamento bélico não pode promover senão a violência sistemática contra os setores mais explorados e dominados dos trabalhadores brasileiros: a população pauperizada, os negros, os homossexuais e toda sorte de excluídos.
Enquanto dez cidadãos em cada cem mil habitantes tombam vítimas da violência urbana no Alto dos Pinheiros (bairro nobre da região sudoeste da cidade), 222 são mortos no Jardim Ângela (zona sul da cidade, próxima ao Capão Redondo, considerada a terceira região mais violenta do mundo).
Esse dado serve para derrubar a tese diligentemente construída por setores conservadores da sociedade paulistana: a elite a maior vítima da violência urbana.
O processo de redemocratização da sociedade brasileira trouxe para a ordem do dia a questão da desmilitarização da polícia. Entendemos que, igualmente, o corpo de bombeiros deveria ser parte de um sistema articulado de defesa civil, recebendo um salário digno, uma formação adequada e conquistando o direito à sindicalização.
Em suma, tanto a polícia quanto o Judiciário deveriam estar a serviço da segurança das famílias trabalhadoras. Em vez de se balizarem pelo arbítrio dos dominantes, deveriam prestar contas aos sindicatos, às associações de moradores e às entidades de direitos humanos.
A desmilitarização da polícia é uma exigência democrática sem a qual, 25 anos depois, a sociedade brasileira ainda não terá superado a ditadura.
RUY BRAGA, 40, doutor em ciências sociais pela Unicamp, é professor de sociologia da USP e ANA LUIZA FIGUEIREDO, 43, é diretora da Federação Nacional do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe).


"A única polícia possível em um Estado de direito é a não militarizada", afirma defensora pública


Paulo Cézar Pastor Monteiro - 26/07/2012 - 18h59
Durante uma audiência pública realizada nesta quinta-feira (26/7) no Ministério Público Federal, a defensora pública, Daniela Skromov de Albuquerque, afirmou que São Paulo vive um “absoluto descontrole” da violência praticada pela Polícia Militar do Estado.

O encontro abordou alguns índices relacionados à violência no Estado. Entre as informações apresentadas, a defensora disse que em São Paulo cerca de 20% dos assassinatos são de responsabilidades dos policiais. De acordo com os padrões internacionais, o percentual ‘aceitável’ seria de 3%.
Também presente ao encontro, o procurador da República Matheus Baraldi anunciou que, caso o governo estadual não dê sinais claros que haverá uma mudança na forma da polícia atuar, ele pretende apresentar, nos próximo dias, uma ação civil pública pedindo a troca do comandante da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
“É oportuno o momento para se questionar a troca do comando da PM, mas não só a troca, também a luta pela mudança da estrutura ideológica porque essa apologia ao uso da violência excessiva do estado faz com que tenhamos praças excessivamente desequilibrados”, salienta Baraldi.
Além disso, Baraldi afirma que também pretende solicitar que o procurador-geral da República fiscalize, durante um ano, os trabalhos da segurança pública de São Paulo

sábado, 28 de julho de 2012

Acerca da insistência do MP em trabalhar contrariamente à aprovação da da pec 37

Lembremos o voto 17.223 do desembargador Pedro Gagliardi, no habeas corpus 993 080 909, sobre a insistência do Ministério Público em fazer investigações que pela Constituição têm de feitas por policiais: “Sempre que um órgão coloca sob seus tacões toda a Polícia, surge no ar um cheiro de ditadura”.

Procurador-Geral busca apoio de Comandantes Gerais da PM contra a PEC 37…( O inimigo do meu inimigo é meu amigo )

flitparalisante

 CRIMES SEM CASTIGO
Para os que perguntavam: Cadê o MP Paulista ? Resposta: Estava trabalhando, conforme segue.
Procurador-Geral busca apoio de Comandantes Gerais da PM contra a PEC 37.
O Procurador-Geral de Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa, pleiteou o apoio do Comando Geral da Polícia Militar à campanha institucional contra a  Proposta de Emenda Constitucional (PEC 37), em tramitação no Congresso  Nacional, que retira do Ministério Público o poder de realizar  investigações na esfera criminal.
A solicitação foi feita nessa segunda-feira (23) durante reunião do Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares (GNCG), realizado durante a Interseg 2012 (Feira  Internacional de Serviços e Produtos para a Segurança Pública), no Expocenter Transamérica.
Entre os presentes à reunião estava o Comandante-Geral da PM do Estado de São Paulo, Roberval França, e o Procurador-Geral de Justiça de Santa Catarina, Lio Marcos Marins, representando o Presidente do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais de Justiça do Ministério Público dos Estados e da União.