Foi publicada em Diário
Oficial da União, de 21 de agosto de 2012 (nº 162, seção 1, página 111),
a Resolução 127, de 8 de maio de 2012 que regulamenta o controle
externo da atividade policial no âmbito do Ministério Público Federal.
A íntegra da resolução está abaixo.
MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
CONSELHO SUPERIOR
DOU de 21/08/2012 (nº 162, Seção 1, pág. 111)
Regulamenta o controle externo da atividade policial no âmbito do Ministério Público Federal e dá outras providências
O CONSELHO SUPERIOR DO
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, no exercício da competência prevista no
artigo 57, inciso I, combinado com o artigo 38, inciso IV, ambos da Lei
Complementar nº 75, de 20 de maio de 1993, e considerando o disposto no
art. 129, VII, da Constituição da República, e o art. 3º da citada lei
complementar, resolve editar a seguinte Resolução:
Além de enfrentar alto índice de suicídios e disputa entre agentes e delegados, precisa se reestruturar para a Copa 2014
Se
a crise vivida pela Polícia Federal tem sua face mais visível na
paralisação das diversas categorias da corporação, a desvalorização do
trabalho da Polícia Judiciária da União pode ser medida pelo
encolhimento de efetivo, excesso de trabalho, doenças e até um número
assustador de suicídios, em média um por mês no último ano. O apogeu da
PF foi vivido no primeiro governo Lula, quando o efetivo chegou a 15 mil
agentes, de acordo com associação dos Delegados da Polícia Federal
(ADPF), e hoje conta com apenas 11 mil, uma queda de 26,6%. No
horizonte, o único aceno é a realização de um concurso para 1,2 homens
até 2013, fazendo com que a PF tenha à porta dos grandes eventos – Copa
do Mundo, em 2014, e Olimpíadas, em 2016 – pessoal aquém do ideal. São
6,9 mil agentes e 1,7 mil delegados para cuidar de todas as fronteiras e
combater crimes.
Com o cobertor curto para todos, internamente a PF vive também uma queda
de braço entre agentes e delegados. Em maior número e donos de diploma
superior, os agentes defendem o fim da carreira de delegado, categoria
que reage com absoluta rejeição à proposta. Os ataques são públicos e
ganharam espaço com os movimento grevista, e o entendimento parece
distante. Houve também perda de prestígio popular da corporação, que em
2007 tinha 70% de aprovação e hoje não passa de 60%, segundo pesquisa da
CNT/Sensus.
O presidente da Associação dos Delegados Federais, Marcos Leôncio,
admite a crise e vai mais longe. Diz que a solução só virá com a edição
da adoção da lei orgânica da PF e completa reestruturação
administrativa, que inclui criação de cargos e definição de funções.
“São essas omissões que alimentam as disputas internas. Não existe
solução a curto prazo”, defende.
FRATRICIDASegundo
Leôncio, o projeto de criação da lei orgânica da corporação foi enviado
pelo Executivo em 2009, mas está esquecido na burocracia do Congresso.
“O governo não chamou para si a responsabilidade de promover a
reestruturação, única forma de gerar estabilidade na corporação. Fez
como Pôncio Pilatos: lavou as mãos.”
Para Leôncio, a corporação tem hoje duas estruturas: uma formal e outra
informal. “São chefias que existem de fato, mas não de direito. O
servidor responde por uma função que não existe formalmente, mas que é
necessária para o trabalho”, explica. O dirigente lembra que várias
estruturas do governo passaram por esse processo de reestruturação, como
o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Controladoria-Geral da
União (CGU), e estão pacificadas. É indispensável a redistribuição de
funções e cargos”, defende.
Mesmo reivindicando reajuste de 30% para delegados, a ADPF diz que o
maior problema hoje é a desvalorização do servidor da PF, que tem atuado
com desestímulo. De acordo com Leôncio, para dimensionar o tamanho do
problema, basta comparar a gratificação de chefia da Polícia Civil de
Brasília com a de um delegado federal. A gratificação da polícia
judiciária estadual é de R$ 3,1 mil para chefiar uma delegacia, sendo
que na PF o benefício para exercício da mesma função é R$ 323. Ou seja,
cerca de 90% menor.
Para demonstrar a improvisação, Marcos Leônio lembra que em 17 unidades
de fronteiras 780 policiais federais aguardam a implantação da
indenização, que será de R$ 91 por dia. “Apesar da importância, só esse
estímulo não resolve porque é necessário também o aumento do efetivo,
por exemplo, em Ponta-Porã (MS), onde é feito um flagrante a cada 24
horas. “O servidor nessa função tem o subsídio e não faz jus, por
exemplo, ao adicional noturno, sofre com sobrecarga e não tem descanso
definido”, explica.
ENCOLHE Esta
realidade, diz o presidente, fez crescer também o número de casos de
depressão, alcoolismo e desagregação familiar. “Nem os números
atualizados das doenças ocupacionais nós temos. Sabemos que a média de
suicídios é alta, em razão de levantamento do Sindicato dos Agentes
Federais. Somente na Superintendência de Brasília, neste ano, foram três
suicídios”, afirma.
Levantamento da ADPF revela ainda que, até dezembro de 2015, o efetivo
da PF deverá encolher mais, porque estão previstas cerca de 1,2 mil
aposentadorias, 238 por ano. Desse total, em média, 25 delegados vão
deixar a corporação por ano. O estudo mostra ainda que existem hoje no
país apenas 17 unidades de combate a desvio de recursos públicos e
crimes financeiros, quando o enfrentamento eficaz exige implantação de
27 unidades.
Comentando a matéria: Aqui uma chefia para Delegado em Delegacias "municipais" é de 115 reais com uma pequena variação (pequena mesmo) para um ou outro município, a chefia para Delegacias especializadas e regionais está na casa dos 300 reais, pode? pode. Ouvimos muitas promessas de que tais "chefias" seriam atualizadas mas nunca, nada se concretizou. Não é crível que um Delegado tenha que chefiar uma Delegacia receba tão pouco, um investigador ou escrivão R$98, como tenho dito, tudo é feito na base do improviso.
Uma
audiência pública sobre desmilitarização das polícias pegou fogo no
auditório do Ministério da Justiça, em Brasília, sexta-feira. O evento
foi promovido pelo Conselho Nacional de Segurança Pública, formado por
representantes das polícias e de entidades da sociedade civil. Nas
mesas, entre os expositores, estavam Luiz Eduardo Sores e Marcos Rolim.
Depois
do debate cresceu entre o pessoal da segurança a disposição de fazer um
grande movimento de rua para fazer cumprir as promessas do primeiro
governo Lula. Uma turma quer agora, outra quer deixar para depois das
eleições.
A
discussão sobre desmilitarização ganha corpo com os erros e abusos
cometidos por policiais militares em São Paulo, Rio e Bahia.
Há tempos, candidatos e simpatizantes tentam
flagrar a distribuição de combustíveis a cabos eleitorais em carreatas
políticas realizadas em Santa Inês. Existem sempre uns e outros espalhando
pelos quatro cantos que viram isso e aquilo em determinados postos de
combustíveis da cidade, na tentativa de provar um possível crime eleitoral.
Aliás, essa distribuição aqui nunca foi nenhum segredo. Mas, poucos poderiam
provar.
Para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a distribuição de
combustíveis a cabos eleitorais para que eles participem de carreta e
eventos de campanha não configura crime de compra de votos e, portanto, não é
crime eleitoral.
Com isso, candidatos estão liberados a fazer distribuição de
combustíveis, contanto que sejam para uso exclusivo de campanha e estejam
discriminados na prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral.
Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
rejeitaram, por unanimidade, dois Recursos Especiais Eleitorais apresentados
por Maria Jozeneide Fernandes Lima (PSD), derrotada na eleição municipal de
2008, quando concorreu ao cargo de prefeita da cidade de Guadalupe, no Piauí,
que tentava cassar o mandato do vencedor, o atual prefeito da cidade Wallen
Rodrigues Mousinho (PDT), com a alegação de que seu adversário cometeu crime de
compra de votos ao distribuir combustível a cabos eleitorais.
O relator do recurso, ministro Marco Aurélio, manteve a decisão de que
distribuir combustível a cabos eleitorais para que eles participem de carreta e
eventos de campanha não configura crime de compra de votos e, portanto, não é
crime eleitoral.
Argumentos
No julgamento do caso, a defesa da candidata derrotada afirmou que 2,9 mil
litros de combustível foram distribuídos, e 438 veículos foram abastecidos. A
cidade de Guadalupe possui cerca de 10 mil habitantes.
Já a defesa do atual prefeito alegou que nenhuma testemunha confirmou ter
recebido o combustível após pedido expresso de votos, o que afasta a tese de
que teria havido captação ilícita de votos, e que a tese de abuso de poder
econômico também não possui fundamento, por conta da quantidade de combustível
distribuída ter sido suficiente apenas para a realização do percurso da
carreata.Com informações do Portal Terra.com
LEIA TAMBÉM
Dar dinheiro para participar de carreata não é compra de voto, diz STF Supremo
arquiva inquérito por compra de voto. AQUI
Reportagem: Caio Henrique Salgado
Ex-chefe do policiamento na capital, o tenente-coronel Sérgio Katayama
confirmou ontem, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)
da Assembleia Legislativa, que possuia um dos rádios Nextel habilitados
nos Estados Unidos utilizados pelo grupo do empresário Carlos Augusto
Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Ele negou o envolvimento com o esquema de
jogos ilegais e explicou que utilizava o aparelho para facilitar a
comunicação com a construtora Delta, detentora do contrato de aluguel de
carros para a Polícia Militar (PM).
De acordo com as investigações da Polícia Federal (PF) na Operação Monte
Carlo, Katayama teria beneficiado o grupo de Cachoeira. Ele nega. A CPI
também aprovou ontem a convocação do vereador e candidato a vice na
chapa do prefeito Paulo Garcia (PT), Agenor Mariano (PMDB).
O tenente-coronel disse que recebeu o aparelho do ex-diretor da Delta no
Centro-Oeste, Cláudio Abreu, e admitiu conversas com Cachoeira. Mas,
disse, para tratar de assuntos triviais. “Ele (Cachoeira) gosta de ser
bem informado e, por isso, me procurava para saber notícias
corriqueiras”, disse o tenente-coronel.
O ex-chefe do policiamento em Goiânia disse que desconhecia o fato de o
aparelho que portava ter sido habilitado no exterior. Ele também não
soube precisar quando recebeu o rádio de Cláudio.
Questionado pelo vice-presidente da CPI, deputado estadual Mauro Rubem,
Katayama confirmou que os aparelhos fizeram parte do contrato firmado
pela Secretaria de Segurança Pública e Justiça (SSPJ) com a Delta.
Ao reforçar que não participava do esquema e nunca recebeu dinheiro do
grupo de Cachoeira, Katayama se disse constrangido com o envolvimento de
seu nome na Operação Monte Carlo. “Deixo meus sigilos fiscal, bancário e
telefônico à disposição de quem estiver interessado, assim como fiz na
polícia federal”, disse.
Ele também argumentou que desconhecia o histórico de Cachoeira
relacionado com os jogos ilegais. Katayama disse que desconhecia o
depoimento do empresário à CPI dos Bingos, instalada no Congresso
Nacional em 2005 após escândalo envolvendo Waldomiro Diniz, então
assessor do ex-ministro da Casa Civil e réu do mensalão, José Dirceu
(PT). Na época, o auxiliar foi flagrado em vídeo negociando propina com
Cachoeira.
PRIORIDADE
SÉRGIO KATAYAMA REFORÇOU O ARGUMENTO DE QUE O COMBATE AOS JOGOS ILEGAIS
NÃO ERA PRIORIDADE PARA A POLÍCIA MILITAR. DE ACORDO COM ELE, A
CORPORAÇÃO FOCAVA SEUS TRABALHOS NO COMBATE A CRIMES COMO ROUBOS E
HOMICÍDIOS. A ATUAÇÃO, DISSE, ERA ORIENTADA PELA CÚPULA DA PM, ALÉM DO
SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA, JOÃO FURTADO, E O GOVERNADOR MARCONI
PERILLO (PSDB).
O ex-subcomandante da corporação em de Luziânia, major Uziel Nunes, fez
afirmação semelhante em depopimento à CPI da Assembleia em junho.
Fonte: Jornal O Popular/ Foto: Assembleia Legislativa de Goiás
Ministério mostra tabela onde agentes, escrivães e papiloscopistas pedem
salário de R$ 18,9 mil e R$ 24,9 mil. Sindicalista falam em R$ 13 mi e
R$ 18 mil
O governo federal
decidiu retrucar o endurecimento nas negociações por parte dos grevistas
da Polícia Federal (PF), que nesta quinta-feira (16) realizaram operação-padrão em aeroportos do País ,
e que nesta quarta-feira teriam se recusado a ouvir a proposta de
aumento salarial que o Ministério do Planejamento havia elaborado.
Fila no aeroporto de Brasília, nesta quinta-feira de operação-padrão
A resposta do Planalto
veio com o vazamento das cifras que até agora estavam sendo tratadas
apenas entre o secretário de relações do trabalho do Planejamento,
Sérgio Mendonça, e a liderança sindical da PF.
Para agentes, escrivães e
papiloscopistas o pedido de aumento varia entre 109,38% e 151,27%. A
categoria quer que o governo eleve o salário inicial dessas três
carreiras de R$ 7.514,33 para R$ 18.881,44. Já para profissionais no
final de carreira, o pedido é para que o vencimento suba de R$ 11.879,08
para R$ 24.873,01.
Os delegados e peritos
federais também pedem aumento. Para a categoria o reajuste pleiteado
pela liderança sindical oscila entre 71,24% e 35,53%. Com esses
percentuais, o piso saltaria de R$ 13.368,68 para 22.891,91.
Enquanto o vencimento em
final de carreira passaria de R$ 19.699,82 para R$ 26.700,00 (próximo
ao que ganha um ministro do Supremo Tribunal Federal, cujo vencimento
bruto mensal de R$ 26.723,13 serve de teto para todo o funcionalismo
público).
Interlocutores do
governo asseguram que os percentuais estão completamente fora de
cogitação. A avaliação é de aumentos solicitados são abusivos ao erário
público.
Em ato de protesto, a PF realizou operação padrão em diversos aeroportos .
O endurecimento na negociação foi o que motivou o governo a vazar os
números que, segundo fontes do Planejamento, não seriam divulgados de
forma oficial.
Operação-padrão provocou
transtornos e longas filas no embarque de passageiros no Aeroporto
Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek. Foto: Alan Sampaio / iG
Brasília
1/17
Sindicato rebate
O vice-presidente da
Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Paulo Roberto
Poloni Barreira, nega que os cincos líderes sindicais reunidos com
Mendonça tenham se recusado a ver a proposta. “Não foi isso o que
aconteceu. Respeitamos o governo, tanto que mantivemos o diálogo por
dois anos e meio”, afirma. “A única exigência que fizemos é que qualquer
proposta esteja inserida como a primeira parcela de uma reestruturação
de carreira”, diz.
Segundo o líder da
Fenapef – que representa agentes, escrivães e papiloscopistas – a
categoria que quer que o governo edite uma lei que defina as atribuições
dos policiais e os reconheça como profissionais de nível superior.
Atualmente, de acordo
com o sindicalista, a definição da carreira data de antes da
Constituição de 1988, reconhecendo as três carreiras como funções de
nível médio, sendo que a lei 9.266/96 passou a exigir a formação
superior como critério de seleção. “Não adianta brigar por um aumento se
não há uma lei que defina o que efetivamente fazemos”, avalia.
Barreira não reconhece
os números apresentados pelo Ministério do Planejamento para agentes,
escrivães e papiloscopistas. A Fenapef apresentou como pleito os valores
recebidos hoje por oficiais da Agência Brasileira de Inteligência
(Abin). Ou seja, salário inicial seja de R$ 12.960,86, no início de
carreira, e R$ 18.400,00, como teto salarial.
A equiparação
representaria 57,97% e 64,56%, respectivamente. “Utilizamos dados do
próprio Ministério do Planejamento, demonstrando que os índices que o
governo desenvolveu”, diz.
O secretário Mendonça e
os representantes da PF voltam à mesa de negociações na próxima
terça-feira (21), às 20h. Conforme apurou o iG , o governo está disposto a apresentar aumentos linear de 5% por ano em três parcelas: 2013, 2014 e 2015.
A Fenapef irá recusar a
oferta caso ela se confirme. “Se aceitarmos um índice linear, ficamos
três anos amarrados ao governo, sem discutir a reestruturação da
carreira”, indica Barreira.
Os
artigos publicados com assinatura e/ou fonte não traduzem a opinião do
SINDPF/RJ. Sua publicação tem o objetivo de produzir um Clipping de
notícias que sejam de interesse dos policiais, bem como mostrar as
diversas tendências do pensamento contemporâneo.